Coronavírus: Com aulas online, escolas de idiomas driblam evasão e conquistam novos alunos

Coronavírus: Com aulas online, escolas de idiomas driblam evasão e conquistam novos alunos

Escolas de todo o país estão fechadas por conta da pandemia do novo coronavírus. A Unesco, braço educacional e cultural da Organização das Nações Unidas (ONU), estima que mais de 850 milhões de alunos em todo o mundo estejam sem aulas nesse momento. Assim como as instituições regulares, as escolas de idiomas, em grande parte franquias, também precisaram suspender as atividades no período para evitar aglomerações de pessoas.

Em um primeiro momento, algumas decidiram por suspender as aulas e repor depois. Mas como cada franqueado é dono de seu próprio negócio, com realidades e públicos distintos uns dos outros, as redes permitiram que eles criassem soluções para evitar a perda massiva de alunos.

A rede de escolas CNA, por exemplo, tinha avisado a todos os franqueados que respeitaria as normas dos órgãos governamentais e suspenderia as aulas em todas as mais de 600 escolas, em todo o terriório nacional. O franqueado das unidades de Divinópolis e Itaúna (MG), Guilherme Gaspar Gomes, decidiu assumir o risco e montar um plano de aulas virtuais para os alunos. “Eu já tinha um outro projeto de mentoria para empreendedores e usava o Zoom [programa de teleconferências]. Pensei que poderia adaptar e levar as aulas para o online”, explica.

Na primeira segunda-feira após a declaração da pandemia, dia 16 de março, a franqueadora deu carta branca para que ele testasse a solução. Dois dias depois, as duas equipes de Gomes partiram para as aulas online, sem a interrupção do serviço. Eles conseguiram manter 100% do quadro estudantil dessa forma. “Tínhamos muito medo de ter evasão por causa desse modelo. A nossa primeira feliz surpresa foi que a grande maioria dos pais e dos alunos apoiaram a medida e partiram para o online sem cogitar trancamento e cancelamento.”

Além de manter os alunos que já tinha, Gomes conseguiu mais duas matrículas em menos de duas semanas. “As pessoas já estavam se programando para começar, sentiram confiança e fizeram a contratação.” A partir daí, ele compartilhou toda a ação com os franqueados de Minas Gerais e Espírito Santo e depois com toda a rede. O modelo poderá ser adotado por todas as unidades. “Na semana passada eu fiz um treinamento online para 230 franqueados e coordenadores e 500 professores para explicar tudo”, conta.

O empreendedor percebeu que houve uma procura espontânea maior de adultos que querem aprender inglês. Assim, já está desenvolvendo um modelo de intensivão para a quarentena, para tentar pegar esse mercado, e deve lançar ainda em abril. “Tem muito universitário sem aula na faculdade e que quer aproveitar para melhorar o currículo. É diferente [de cursos online convencionais], porque você interage em tempo real co

Aulas demonstrativas ajudam a atrair interessados

Em Uberlândia, também em Minas Gerais, a franqueada da Park Idiomas Georgia Fazano conseguiu adaptar o plano de aulas para o virtual em apenas um dia. “A franqueadora trabalhou a noite toda para fazer um ebook com a explicação de como baixar o app que escolhemos, como seria o cadastro e como eles fariam as aulas”, conta.

Assim, no dia seguinte, os professores e alunos se encontraram normalmente, mas à distância. “São turmas de seis a dez alunos, em todas as faixas etárias. Tive adesão de quase 100%.” Os alunos usam o aplicativo próprio da rede para acessar o material didático, mas as aulas acontecem por um programa convencional de videoconferências. “Até percebemos os pais passando atrás para ver se estão tendo aulas mesmo”, diz.

Esse modelo fez com que Georgia, por conta própria, conseguisse disponibilizar algumas aulas demonstrativas online na região. Nas duas primeiras, a divulgação foi feita pelas redes sociais da empresa, conseguiu atrair quórum suficiente e resultou em novas matrículas para o período de quarentena.

Vínculo com professor pode ajudar a captar novas matrículas

Letícia Batista Boff Cé é franqueada da unidade Yázigi de Criciúma, em Santa Catarina e, de olho nas notícias sobre o avanço do coronavírus, antes mesmo de chegar ao Brasil, já vinha estudando formas de levar o método aplicado em aula para uma interação digital. “Queríamos garantir que tudo que o aluno tivesse em sala de aula continuasse igual.” No entanto, de acordo com ela, foi acordado com os pais que as aulas presenciais serão repostas, quando tudo se normalizar.

A Pearson, dona da Yázigi, já desenvolveu atividades à distância, mas não cursos completos, como o que foi adaptado por Letícia. “Tem adolescente que diz que prefere fazer aula assim a ir para a escola. Estamos tentando fazer o esquema mais lúdico possível, para ajudar o aluno a ter uma rotina que não perca o vínculo afetivo.”

O mesmo vínculo foi a estratégia adotada para atrair novos alunos. Alguns fecharam a matrícula dias antes de a escola precisar fechar, e outros foram atraídos por anúncios nas redes sociais. “Fizemos três aulas gratuitas, que ajudaram a criar um pequeno vínculo com o professor. Foi a forma que encontramos de continuar captando alunos neste momento”, explica.

The Kids Club é uma franquia de ensino de idiomas infantojuvenil. A maior parte do seu público-alvo são as crianças pequenas. A Sheila Bagatelli, franqueada da unidade de Villa Velha, no Espírito Santo, precisou se mover rapidamente para continuar com as aulas. “Nos reunimos online para saber como faríamos para não sobrecarregar os pais, pois sabíamos que as escolas regulares já fariam isso.”

Ela conseguiu desenvolver um modelo de aula que adaptou toda a realidade do físico para o virtual. As crianças colocam o fone com o microfone e acompanham as orientações do professor. “Ficou um contato mais humanizado do que simplesmente encaminhar as atividades pelo portal para os pais. Eles estão amando, tem criança que diz que só quer aula assim agora.”

Além de conseguir manter os alunos, Sheila percebeu um aumento espontâneo no quadro de matrículas. “Em menos de uma semana, tive dois casos em que as mães não tinham conseguido encaixar o horário para as crianças estudarem e agora colocaram nas nossas aulas, estão nas nossas turmas”, comemora.

Diante disso, ela pretende intensificar o trabalho de divulgação para trazer mais alunos com essa dinâmica, uma vez que os pais precisam ocupar o tempo das crianças em casa.

A unidade de Sheila tem parceria com algumas creches locais, e esses alunos também estão nas aulas. De acordo com ela, os pais agradecem, pois agora é a única atividade educativa que muitos dos pequenos têm. “Eu já vejo possibilidade de abrir parceria com novas creches e escolas que queiram oferecer o inglês como serviço para os pais”, conta.

WebStudioCom

A Web Studio é uma Empresa voltada para o Desenvolvimento Web e construção de público por meio do Marketing das Redes Sociais. Estamos no mercado desde 2007 e sempre estamos atualizados quanto as ferramentas e novidades no mundo digital.Se você estiver começando agora, damos o suporte necessário para sua Empresa crescer e oferecemos toda a consultoria que você precisa. Se você já tem sua Empresa a um tempo, lhe ajudamos a modernizar a identidade visual de sua Empresa e atualizar suas ferramentas de venda, inserindo você em mais mercados e expandindo sua cartela de clientes. Aqui você tem tudo em um só lugar, tudo o que você vai precisar - desde a parte virtual, como por exemplo o logotipo, o site, marketing até a parte impressa e de estamparia.

Deixe uma resposta